Ponto Cru: Jonathan Seiller

Ponto Cru

December
2025

Ponto Cru: Jonathan Seiller


Ponto Cru é uma rubrica que explora primeiro o lado pessoal e depois o profissional dos seus convidados. O convidado que se segue é Jonathan Seiller, chefe do restaurante Vinha, em V.N. Gaia.


Se fosses um ingrediente, qual seria e porquê? 

Manteiga. Sendo francês, sei que é um pouco óbvio, mas uma coisa é certa: manteiga, seja normal ou composta, consegue fazer diferença em qualquer prato.


Qual é a tendência gastronómica atual que menos te agrada e porquê? 

Com honestidade, a tendência do veganismo. Não é que me desagrade, mas é com a qual me sinto menos à vontade. Sendo um omnívoros confirmado e amante de carnes, não me identifico totalmente com ela.

Quando vais a um restaurante de fast food, qual é o teu pedido habitual? 

Não vou muito a restaurante de fast food. Prefiro tascas ou casas de comida tradicional. Um lombo assado de comer à colher num domingo, por exemplo, ou um simples mas bom frango assado.

O que gostas de cozinhar quando estás em casa, longe do trabalho? 

Gosto muito de fazer arrozes caldosos - algo que descobri em Portugal! Mas também frango, peixes e legumes.

Que música não pode faltar na playlist da tua cozinha? 

Hip Hop, Rap americano e francês, e também muito ACDC, Metálica, etc.

Qual foi o maior elogio que já recebeste por um prato que criaste? 

Até hoje, o melhor elogio que recebi foi de uma senhora que me disse, com lágrimas nos olhos, que o meu prato lhe lembrava a infância. Sendo francês e sem raízes portuguesas, fiquei contente e orgulhoso. Transmitir sentimentos e emoções através da comida é, para mim, uma das maiores satisfações.

Qual é o som mais satisfatório na cozinha para ti?

Sou apaixonado por cozinha. Adoro ouvir carnes ou peixes a selar na frigideira, caldos ou jus a borbulhar, crocantes a estalar, legumes ou outras guarnições a saltear.

Se pudesses reivindicar a criação de um prato da cozinha portuguesa ou mundial, qual seria? 

Pratos portugueses? Acho que não tenho esse direito, pois estou em Portugal há apenas 17 anos. Um prato internacional: reivindicaria o molho béarnaise, que combina com tudo — peixes, carnes, vegetais. É um molho extremamente guloso e versátil.

Que restaurante tradicional português acreditas que merecia uma estrela Michelin? 

É relativo, porque após ganhar uma estrela Michelin, tudo muda — para os donos, para os empregados e para os consumidores. Mas tenho um: Casa Guedes, pela consistência e qualidade que mantém sempre.

Qual é o teu maior sonho enquanto chefe de cozinha? 
Já atingi o meu primeiro sonho de criança: ganhar uma estrela Michelin. Desde que entrei numa cozinha, era esse o meu objetivo. Agora, prefiro focar-me em novos objetivos e metas, que já não são apenas relacionados com ser chef de cuisine.

Autor:

Manja Newsletter