A Fermentar: Vânia Marques

A Fermentar

April
2026

A Fermentar: Vânia Marques

Neste espaço, apresentamos um talento em ascensão no mundo da gastronomia e da restauração. Vânia Marques, de 23 anos, foi uma das vencedores do concurso Jovem Talento da Gastronomia 2025, na categoria Pastelaria. Fomos falar com a aluna do 3º ano da Licenciatura em Gestão Turística e Hoteleira, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Politécnico de Leiria.


Se a tua pastelaria tivesse um slogan, qual seria?

"Amor com sabor a chocolate". Acredito que para se trabalhar nesta área, tem que se ser realmente apaixonado e o chocolate faz parte do meu percurso de uma forma muito especial.


Quando foi o momento em que percebeste: “é isto que eu quero fazer para a vida”?

Sempre tive paixão pela pastelaria. Desde pequena, ajudava a minha mãe com bolos e doces nos aniversários, o que despertou o meu interesse pelo mundo da cozinha. Optei por seguir o curso profissional de Cozinha e Pastelaria na Escola de Hotelaria de Fátima, mas senti que ainda queria aprofundar os meus conhecimentos. Na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, durante o estágio no Lab by Sergi Arola, no Penha Longa Resort, percebi que a pastelaria era o meu verdadeiro lugar. Ganhar o Chocolate Rising Star em 2023 reforçou a minha confiança, e a oportunidade de concretizar o sonho de estudar na École Ducasse ajudou-me a definir os meus objetivos: a pastelaria e, sobretudo, a chocolataria são a minha verdadeira paixão.



Qual é o teu maior guilty pleasure gastronómico?

Não me considero uma pessoa que coma muitos doces... mas quando o assunto são pastéis de nata… aí o caso muda de figura.


Se amanhã abrisses o teu primeiro restaurante, como se chamaria?

Até ao momento, o meu objetivo não passa por abrir algo meu. O plano agora é trabalhar em locais onde possa aprender e evoluir profissionalmente.


Que prato gostavas de reinventar à tua maneira? O que farias?

Gostaria de reinventar o Bolo do Arco, um clássico dos casamentos e festas religiosas da minha região. Mantendo os ingredientes que lhe dão a identidade, como o azeite, a canela e a erva-doce, imagino transformá-lo numa sobremesa moderna e desconstruída, com diferentes texturas e apresentações, preservando o sabor tradicional, mas acrescentando o meu toque pessoal.

Que chefe gostavas de ter como mentor por um dia?

Ao longo do meu percurso, comecei a perceber a minha paixão pela chocolataria e por isso, sem dúvida, alguma que seria o chefe Amaury Guichon.


O que nunca pode faltar na tua kit de trabalho/estojo de facas?

O que não pode faltar é uma pinça e uma espátula de empratamento. Para mim são ferramentas essenciais para o detalhe e a precisão que a pastelaria pede.


Daqui a 10 anos, como gostavas que falassem de ti?

Daqui a 10 anos, gostava de ser reconhecida pelo meu trabalho na pastelaria, mas, acima de tudo, de ter o conhecimento e as competências necessárias para ensinar e inspirar futuros profissionais da área. O que me motiva a seguir este caminho é o tipo de ensino que recebi na École Ducasse, que me mostrou a importância de transmitir técnica e paixão com rigor e criatividade.

Autor:

Manja Newsletter

Fotografia:

Júlio da Silva