
Neste espaço, apresentamos um talento em ascensão no mundo da gastronomia e da restauração. Oriana Mendes, de 23 anos, foi uma das vencedores do concurso Jovem Talento da Gastronomia 2025, na categoria Bartender. Fomos falar com ex-aluna da Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo e bartender estagiária no restaurante Palatial, em Braga.
Se a tua pastelaria tivesse um slogan, qual seria?
"O bar também é uma arte".
Quando foi o momento em que percebeste: “é isto que eu quero fazer para a vida”?
O meu amor pela restauração não é de hoje. Trabalho nesta área há 8 anos e, a cada momento, gosto mais do que faço. Nenhum dia é igual e cada cliente é especial; há sempre algo novo a acontecer.
Decidi tirar o curso de nível V de Gestão de Restauração e Bar para aprofundar os meus conhecimentos. Entrei focada em aprender mais sobre a área dos vinhos (que também é uma paixão minha), mas a minha atenção acabou por ser roubada pela coquetelaria.
O bar é mais do que apenas fazer cocktails: é criar e inovar. Foi aqui que coloquei em prática toda a minha criatividade, procurando sempre criar algo novo, diferente e exclusivo. Desde mexer nos shakers, a fazer xaropes de açúcar, a criar receitas, até à prova, tudo isto se tornou uma paixão.
Foi na escola que me apercebi de que, realmente, é isto que quero fazer: seguir o mundo do bar. Ainda sou uma “estagiária” neste vasto universo da coquetelaria, mas, a cada dia, estou mais focada em seguir esta área e tornar-me uma bartender/mixologista profissional.
Qual é o teu maior guilty pleasure gastronómico?
Queijo. Eu adoro queijo, todo o tipo de queijo. Tenho uma obsessão não saudável por ele. Por mim, comia queijo a toda a hora. Ao pequeno-almoço como queijo, ao almoço como queijo, ao jantar como queijo. Até durante a tarde vou ao frigorífico roubar queijo para comer. E gosto de pôr queijo em tudo: na massa, na fruta, na sopa… Como tanto queijo que até deve ser por isso que a minha memória é tão má.
Se amanhã abrisses o teu primeiro bar, como se chamaria?
“Cinco Patas”, o 5 no nome é uma referência aos cinco sentidos sensoriais (paladar, visão, tato, olfato e audição) e à forma como os clientes degustam os meus cocktails de autor. É como se todos os sentidos fossem apurados. O sabor da bebida, a visão da cor do cocktail, o olfato dos aromas que apresenta, o tato de cada garnish e a audição do ambiente do espaço.
Que cocktsil que gostavas de reinventar à tua maneira? O que farias?
Um dos meus cocktails clássicos favoritos é o Mojito, pois é uma bebida que junta o fresco e o ácido em equilíbrio e pode ser consumida em qualquer momento do dia. Para reinventar este cocktail, talvez transformasse a hortelã num xarope de hortelã e faria uma soda caseira com sabor a lima. Este cocktail é bastante versátil, podendo utilizar diferentes frutas para criar outros sabores, como morango, maçã verde ou frutos vermelhos. Brincaria com diversas frutas, texturas e sabores.
Que chefe gostavas de ter como mentor por um dia?
A Catarina Correia, do Catfish Bar. Tive o privilégio de a ter como jurada na prova de Bartender Manja no JTG. Admiro mulheres determinadas e trabalhadoras. Toda a gente sabe como o papel da mulher é difícil na restauração e como temos de mostrar constantemente o nosso valor para sermos valorizadas nesta área. Ela é uma bartender bastante forte, que tem sido reconhecida ao longo dos anos com várias conquistas, como, por exemplo, o facto de recentemente ter ganho o prémio de Bar do Ano. Adorava passar algum tempo com ela e aprender tudo o que tem para ensinar. É uma pessoa que admiro bastante e cujo trabalho acompanho sempre.
O que nunca pode faltar na tua kit de trabalho/estojo de facas?
O meu próprio saca-rolhas. O meu “waiter’s friend” anda sempre comigo na mochila. Mesmo quando é para ir trabalhar ou só para sair com amigos, já faz parte de mim e acompanha-me para todo o lado.
Daqui a 10 anos, como gostavas que falassem de ti?
Gostava que falassem do meu nome como o de alguém que trabalhou bastante para conseguir alcançar tudo aquilo que tem hoje. Alguém que estuda e se foca todos os dias para aprender sempre mais e absorver todo o conhecimento possível de todas as pessoas que se cruzaram no seu caminho. E, talvez, ser alguém que possa ensinar e inspirar outros a seguir esta carreira.
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